www.admcamiloferreira.wordpress.com outubro 18, 2010
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Aviso: Aos frequentadores deste humilde blog peço que acessem www.admcamiloferreira.wordpress.com todo conteúdo que colocaria aqui só colocarei la.
Grande abraço fraternal à todos.
Tecnologias mudam rotina de empresas de logística julho 5, 2010
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As tecnologias da informação e comunicação tiveram impacto sobre todos os setores da economia, em maior ou menor escala. Mas em poucas áreas seus efeitos são tão visíveis como nas empresas de logística. É possível afirmar, sem risco de exagero, que a forma de atuação das companhias desse segmento mudou significativamente e que a principal responsável por isso é a TI. “O que presenciei nos últimos cinco anos foi quase uma revolução”, afirma Marcelo Macedo de Castro, consultor da diretoria de tecnologia dos Correios e que trabalha há 25 anos na empresa.
A revolução a que se refere Castro é mais facilmente compreendida com números: há apenas quatro anos, os Correios tinham cerca de mil pontos interligados. Hoje as 6.327 unidades operacionais presentes em todos os municípios do Brasil estão interligadas por meio de uma rede corporativa. O orçamento de TI da instituição é da ordem de R$ 250 milhões anuais.
Os pacotes de gestão empresarial, sistemas de business intelligence e demais aplicações de tecnologia tiveram – e continuam tendo – papel importante no desenvolvimento das empresas da área. Mas as tecnologias que causaram impacto mais direto na forma de atuação das companhias de logística foram a internet, código de barras com radiofreqüência, comunicações wireless e a identificação por radiofreqüência (RFID).
A Ryder do Brasil é uma empresa do grupo Ryder System Inc., sediada em Miami-EUA, que fornece serviços globais de logística e transporte nos EUA, Canadá, Europa e América Latina. Fundada por James Ryder em 1933, está completando 70 anos. Seu faturamento anual em 2001 superou US$ 5 bilhões.
É o que mostra o exemplo da Ryder, fornecedora de serviços de logística e transporte que fatura US$ 5,2 bilhões anualmente e atua no Brasil há sete anos. Nos últimos anos, a companhia desenvolveu diversos serviços baseados em web. Entre outras funções, o motorista consegue checar online o status de sua documentação antes de se habilitar para um trabalho, o que evita que profissionais em situação irregular assumam o transporte de mercadorias.
Há também notificação via e-mail para o cliente, que é disparada pelo próprio motorista por meio de um aparelho Nextel. “Antes o cliente tinha um período de até duas semanas para gerar a nota. Agora isso acontece automaticamente, o que significa que ele está adiantando seu faturamento em 15 dias”, afirma Douglas Sarmiento, gerente de TI da Ryder Logística do Brasil.
Uma das atividades da empresa é distribuir e coletar peças e equipamentos para grandes montadoras. A confirmação em tempo real é vantajosa porque a montadora pode perceber no ato que a quantidade de peças entregue não foi correta e tomar uma ação corretiva antes que a falta de material obrigue a uma interrupção na linha de montagem.
Aposta na integração
Talvez a maior aposta em TI das empresas de logística nos últimos anos tenha ocorrido em integração, fazendo com que seus sistemas “conversem” diretamente com os de clientes-chave. Isso permite um controle mais efetivo de parte a parte e a troca de informações em tempo real.
Foi essa intenção que norteou boa parte do desenvolvimento interno da DHL, outra gigante da área de logística. O diretor de sistemas de informação da companhia, Silvio Garcia, explica que dentro de seu departamento de TI uma das funções mais importantes é o Customer Integration Services, unidade que trabalha junto com as áreas de marketing e comercial dos clientes analisando como integrar os programas desses departamentos com a DHL.
O mesmo caminho foi escolhido pelos Correios, que possuem uma equipe dedicada à integração e que projeta, com o cliente, uma interface adequada para a troca de informações em tempo real. Esse procedimento ganhará grande impulso até o fim do ano, quando a estatal pretende colocar em prática um modelo de integração baseado em web services e XML. “Verificamos que é um investimento tecnológico que traz enormes benefícios para o cliente”, diz Castro. “Esse é o grande diferencial, muito mais do que utilizar coletores de dados ou outros dispositivos. A interligação de sistemas é fundamental.”
Diversos contratos de peso dos Correios já são baseados em integração. É o caso da distribuição de produtos da Natura em todo o país. Outra iniciativa de destaque ocorre com a Fundação Nacional do Desenvolvimento Educacional (FNDE), programa do governo federal que entrega 120 milhões de livros e mais 5 milhões de dicionários para 170 mil escolas públicas e 32 milhões de alunos. Como se vê, ficou difícil delimitar as fronteiras entre a atividade-fim e TI na área de logística – e quem está ganhando com isso é o cliente.
Aliados da produtividade –O uso das novas tecnologias na logística
- Global Positioning System (GPS)
Correios: Utilizam recursos de GPS no rastreamento e acompanhamento de caminhões. O GPS é empregado apenas nas linhas mais críticas, com histórico de roubo de carga, para garantir a segurança.
- Rastreamento via web
DHL: A empresa tem um sistema mundial chamado de track and trace, que permite aos clientes acompanhar online onde estão seus pedidos em tempo real e obter diversas informações.
- Notificação via e-mail
Ryder: O cliente recebe um e-mail quando a carga chega. O comando é disparado pelo próprio motorista via aparelho da Nextel.
- Leitura óptica
Correios: As máquinas de triagem de cartas utilizam sistema de reconhecimento de caracteres (OCR), um scanner que lê o endereço e o CEP. Antes esse trabalho ocorria manualmente. A produtividade aumentou em média mais de três vezes.
- Identificação por radiofreqüência (RFID)
Correios: A partir do segundo semestre deste ano a estatal iniciará o uso de RFID em serviços de malote. O malote é reutilizado muitas vezes, o que compensa o custo elevado do RFID. Uma vantagem é que a nova tecnologia tem eficiência na leitura automatizada, enquanto a leitura automática do código de barras apresenta cerca de 15% de falha.
Fonte
CESAR, Ricardo. Tecnologias mudam rotina de empresas de logística. Disponível em: <http://www.comunicare2.com.br/abml/properties.asp?txtCode=672>. Acesso em: 30 maio 2006.
RFID a caminho da integração julho 4, 2010
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Olá senhoras e senhores, tempos que não posto aqui no meu humilde e amado blog, o trabalho tem exigido bastante de mim, maaaaas arrumei um tempinho pra mandar outro artigo pra vocês, novamente a etiqueta inteligente (RFID), lá vai, espero que gostem.
Iniciado em 1999, o plano original do Auto-ID Center, reunião dos laboratórios de três universidades – Massachusetts Institute of Techology, nos Estados Unidos, Universidade de Cambridge, na Inglaterra e Universidade de Adelaide, na Austrália – foi descrever uma tecnologia de identificação agregada a uma tecnologia de informação e infra-estrutura para o gerenciamento dos dados baseados em padrões abertos.
Sem o abastecimento de um padrão, seria impossível a leitura de etiquetas de identificação por radiofreqüência (RFID) usando diferentes arquiteturas. A necessidade de criar um sistema, em que as etiquetas possam ser lidas através de uma cadeia de abastecimento inteira, decorre da enorme quantidade de informação envolvida.
A partir disso foi criado o Auto-ID Center com o objetivo de colocar etiquetas RFID de baixo custo em todos os produtos fabricados, com uma única rede global fazendo o rastreamento dessas etiquetas à medida que esses produtos passem de uma empresa para outra e de um país para outro.
O elemento-chave é a criação de uma norma universal e aberta para a identificação de produtos e o compartilhamento da informação. O Auto-ID Center está trabalhando com organizações de todo o mundo para que uma empresa possa ler as etiquetas de outra empresa com a mesma facilidade com que, por exemplo, os computadores da IBM podem se comunicar com equipamentos da Apple através da Internet.
A necessidade de informação em tempo real, acuracidade, rastreabilidade e controle de lotes dos produtos na cadeia de abastecimento são de grande importância em todos os segmentos industriais. Na indústria de embalagens de produtos para consumo e nas indústrias que fabricam produtos de alto valor agregado, expressivos ganhos em eficiência de manufatura já têm sido obtidos. Agora muitas dessas indústrias estão procurando entender a redução de custos na cadeia de abastecimento, em especial as que movimentam grandes volumes de diferentes produtos através de complexas malhas logísticas – que freqüentemente estão separadas por grandes distâncias – e aquelas de alto valor agregado que na maior parte das vezes executam suas distribuições dentro da cadeia com esquemas complexos de segurança e rastreabilidade.
Superar limitações
Apesar do sucesso e da vasta área de utilização dos códigos de barras, está se tornando evidente que essas empresas necessitam de mais informações do que aquelas que os códigos de barras podem prover para um gerenciamento do fluxo de produtos mais exigível e ágil. Códigos de barras têm limitações como a visibilidade do seu sinal a partir do código de barras para o scanner. Com isso, pode ler somente um código por vez e exige pessoas para a captura dos dados, além do que, códigos de barras provem somente comunicação one-way e coleta uma quantidade restrita de informação sobre o produto. Também existe o risco de que os códigos de barras não sejam lidos. Códigos de barras impressos nos produtos também podem ser danificados de maneira que dificulte sua leitura. A arquitetura da solução RFID desenhada pelo Auto-ID Center foi feito para superar todas essas limitações e tornar possível a automatização em grande escala do processo de leitura, provendo informação em tempo real para todos os elos da cadeia de abastecimento.
Benefícios do RFID
De acordo com muitos patrocinadores (empresas que estão efetuando testes pilotos da tecnologia), RFID promete economizar cifras milionárias de dólares através do aumento na eficiência na distribuição. Mas mesmo o mais fervoroso defensor admite que o potencial benefício deverá variar bastante entre as operações da cadeia de abastecimento. Enquanto algumas promessas possam parecer um pouco otimista, RFID prove uma significante vantagem em relação a solução de código de barra. Antes de qualquer companhia embarcar numa solução de RFID em suas operações, deve primeiro ter um firme entendimento dos benefícios que essa solução possa proporcionar.
Benefícios / Características
– Eficiência: A ausência de atrito em uma operação com RFID em comparação com a solução de código de barra, a qual necessita de equipamentos e pessoas para leitura dos SKU’s. É grande ganho de eficiência da solução RFID.
– Acuracidade: Pelo fato de prover uma identificação de objetos próxima da perfeição, sistemas baseados em códigos de barras podem ser extremamente acurados. Mas eles possuem um ponto fraco, eles dependem de um operador para desempenhar a leitura. RFID tem a habilidade de fornecer um mecanismo de rastreamento que não depende da mão humana. As transações podem automaticamente ser gravadas com um produto em movimento, dentro do centro de distribuição.
– Visibilidade: A rede EPC (Electronic Product Code) oferece um verdadeiro potencial de extensão e otimização da visibilidade do produto, além das quatro paredes de um centro de distribuição, enquanto o tradicional EDI prove um mecanismo para compartilhar a informação entre seus parceiros, RFID e a rede EPC podem fornecer a base de uma firme colaboração e uma ótima visibilidade através da cadeia de abastecimento.
– Segurança: Assim como RFID pode rastrear o movimento de objeto individual, ele pode ser usado também de um modo similar para ajudar na redução de roubos durante o manuseio desses produtos dentro da cadeia de abastecimento, por meio do emprego de portais RFID dedicados similares a páginas de internet entre os participantes da cadeia de abastecimento. Podem-se detectar movimentos não autorizados dentro da cadeia e, portanto, prevenir ou até barrar o roubo de uma carga ou produto.
Desafios da solução RFID
Considerando o estado atual da tecnologia RFID, seus desafios e barreiras podem fazer da solução RFID impraticável por muitas situações. Como qualquer aplicação de uma nova tecnologia, RFID deve trazer um aceitável retorno do investimento e o encontro de uma criteriosa performance produtiva que possa viabilizar a solução na cadeia de abastecimento, seguem abaixo outros pontos desafiadores a serem vencidos:
Desafios / Características
- Desempenho: Os leitores de RFID podem falhar na leitura das etiquetas por vários motivos. Distância e orientação das etiquetas em relação ao leitor podem impedir o sucesso da leitura da etiqueta. Certos materiais, como metais ou líquidos, podem distorcer ou absorver o sinal da etiqueta RFID, embalagens e o próprio ambiente que o circunda, assim como o próprio produto manuseado pode afetar o sucesso da leitura. Ondas eletromagnéticas, ruídos de fundo gerado por outros equipamentos podem também apresentar problemas na leitura das etiquetas, até mesmo a velocidade que as etiquetas se movimentam através dos leitores pode prejudicar o sucesso da leitura.
– Custo: Os planos das primeiras empresas que estão adotando a solução RFID são de trabalhar com etiquetas mais baratas. Etiquetas passivas custam atualmente na faixa de US$ 0,20 a US$ 10,00 por etiquetas, dependendo do tipo da quantidade desejada nos Estados Unidos. O Auto-ID Center prevê que uma etiqueta custará US$ 0,05 nos próximos anos, este é um custo aceitável e justo a ser usado na cadeia de abastecimento. Recentes avanços na fabricação das etiquetas prometem tornar esta meta realidade. Wal-Mart e o departamento de defesa dos Estados Unidos tende a forçar a disseminação do uso desta tecnologia, aumentando assim o interesse da fabricação de chips RFID, conseqüentemente o custo das etiquetas cairão nos próximos anos.
– Redesenho do processo: Uma vez que RFID pode ser usado no lugar do código de barra,muitas potências, eficiências e acuracidade, só serão obtidas se usarmos essa tecnologia de modo diferente do sistema de código de barra, ou seja RFID torna os processos internos do centro de distribuição um fluxo contínuo sem atrito e isso exige mudança nos processos operacionais de forma que possamos obter os ganhos esperados com esta tecnologia.
– Integração: RFID não é uma tecnologia plug-and-play. Exigem-se considerável planejamento, engenharia e afinação para fazê-lo funcionar no ambiente de produção. Considerando o atual estágio da solução RFID e sua pouca utilização nos dias de hoje, fazem-se escassos os recursos humanos disponíveis para abraçar essa tecnologia nas empresas. Isso significa que muitas empresas terão que contratar integradores terceirizados para assisti-los.
Lula libera R$ 1 bilhão para obras do Ministério dos Transportes outubro 23, 2009
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Parte dos recursos será investida no setor ferroviário, como nas obras de expansão da Ferrovia Norte-Sul
BRASÍLIA – Brasília, 22 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto liberando R$ 1.077.243.506,00 para o Ministério dos Transportes fazer, em vários Estados, manutenção e construção de trechos de rodovias federais e pontes. Parte dos recursos será investida nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul. O decreto foi publicado na edição desta quinta-feira, 22, do Diário Oficial da União.
O Governo Federal planeja expandir a malha ferroviária brasileira, que atualmente é de 29 mil km, para 52 mil km até 2030. E um dos grandes projetos é a Ferrovia Norte-Sul, cuja construção começou no governo Sarney (1985-1990), que já tem 215 km em operação e, até o fim do ano, deverá ter novo trecho pronto. Até 2010, o governo pretende entregar a Nova Transnordestina (entre Fortaleza e Recife, com extensão até Eliseu Martins, no sul do Piauí), mas sua construção enfrentava problemas financeiros e com desapropriações. Agora se espera a aceleração da obra, pois ela passou a ser tocada pela CSN. O setor privado, por meio da América Latina Logística, investe também R$ 750 milhões na ferrovia de 250 km entre Rondonópolis e Alto Araguaia.
Contra atrasos, transportadores ampliam frotas. outubro 23, 2009
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Empresas de transporte de carga do Estado vão readequar horários de saída dos veículos e ampliar a frota para evitar atrasos nas entregas de fim de ano. O aumento do número de veículos, que já é em média de 30% no período, pode ser ainda maior por causa das interdições. Cerca de 6 mil empresas do setor atuam na Região Metropolitana de São Paulo. “É uma hora muito imprópria para interditar essas pontes. Vamos ter complicações sérias no trânsito. Isso deveria ser feito após o Natal, e em uma ponte de cada vez”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelucio. Ele se reunirá hoje com o secretário municipal de Transportes, Alexandre Moraes, para discutir o abastecimento na capital.
Além do rodízio e da restrição na circulação dos caminhões, as transportadoras citam como agravante a lei da entrega, aprovada neste mês pelo governador José Serra (PSDB) e que determina períodos de distribuição de mercadorias, sob pena de multa.
Além do aumento do número de veículos de carga em circulação, o trânsito de fim de ano ficará intenso por causa das escolas. Diferentemente do que afirmou o prefeito Kassab, o mês de novembro não será “praticamente o fim das aulas”, já que o início do segundo semestre foi adiado por causa da gripe suína. A Secretaria Municipal de Educação informou que a rede encerrará o ano letivo no dia 23 de dezembro. Na rede estadual, as aulas se encerrarão entre 21 e 24 de dezembro.
O semestre letivo também vai terminar em dezembro na maioria das escolas particulares, segundo o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo, Benjamin Ribeiro da Silva.
A tecnologia RFID e os benefícios da etiqueta inteligente para os negócios outubro 13, 2009
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Objetivos
Especialistas em novidades da tecnologia afirmam que mais cedo ou mais tarde as etiquetas inteligentes estarão nos produtos que qualquer consumidor vier a comprar. Afirmam que esses pequenos chips revolucionarão a logística de estoque.
Esses especialistas acreditam que essa etiqueta inteligente revolucionará o rastreamento e o gerenciamento de todo o processo, desde equipamento industrial a produtos farmacêuticos. Colocando-se uma etiqueta em uma peça ou uma embalagem, um objeto “passará informações” sempre que receber um sinal de rádio de um sensor de rastreio.
O objetivo deste artigo é apresentar a Tecnologia de Identificação por Radiofreqüência (Radio Frequency Identification – RFID), demonstrando como a etiqueta inteligente já está revolucionando o mercado, e quais são as suas vantagens e desvantagens.
[...]
O funcionamento da tecnologia RFID
RFID – Identificação por Radiofreqüência
RFID é a abreviação de Radio Frequency Identification – Identificação por Radiofreqüência. Diferentemente do feixe de luz utilizado no sistema de código de barras para captura de dados, essa tecnologia utiliza a freqüência de rádio.
Na década de 1980, o Massachusetts Institute of Technology (MIT), juntamente com outros centros de pesquisa, iniciou o estudo de uma arquitetura que utilizasse os recursos das tecnologias baseadas em radiofreqüência para servir como modelo de referência ao desenvolvimento de novas aplicações de rastreamento e localização de produtos. Desse estudo, nasceu o Código Eletrônico de Produtos – EPC (Electronic Product Code). O EPC definiu uma arquitetura de identificação de produtos que utilizava os recursos proporcionados pelos sinais de radiofreqüência, chamada posteriormente de RFID (Radio Frequency Identification).
Utilização
A necessidade de captura das informações de produtos que estivessem em movimento incentivou a utilização da radiofreqüência em processos produtivos. Juntou-se a isso a necessidade de utilização em ambientes insalubres e em processos que impediam o uso de código de barras. Essa tecnologia facilita o controle do fluxo de produtos por toda a cadeia de suprimentos de uma empresa, permitindo o seu rastreamento desde a sua fabricação até o ponto final da distribuição. Tal tecnologia utiliza as Etiquetas Inteligentes – etiquetas eletrônicas com um microchip instalado – que são colocadas nos produtos. Esse produto pode ser rastreado por ondas de radiofreqüência, utilizando uma resistência de metal ou carbono como antena.
Processo de comunicação
As Etiquetas Inteligentes são capazes de armazenar dados enviados por transmissores. Elas respondem a sinais de rádio de um transmissor e enviam de volta informações quanto a sua localização e identificação. O microchip envia sinais para as antenas, que capturam os dados e os retransmitem para leitoras especiais, passando em seguida por uma filtragem de informações, comunicando-se com os diferentes sistemas da empresa, tais como Sistema de Gestão, Sistema de Relacionamentos com Clientes, Sistemas de Suprimentos, Sistema de Identificação Eletrônica de Animais, entre outros.
Esses sistemas conseguem localizar em tempo real os estoques e mercadorias, as informações de preço, o prazo de validade, o lote, enfim, uma gama de informações que diminuem o processamento dos dados sobre os produtos quando encontrados na linha de produção.
Componentes da RFID
Os componentes da tecnologia RFID são três: Antena, Transceiver (com decodificador) e Transponder (chamado de RF Tag ou apenas Tag), composto de antena e microchip.
Antena
A antena ativa o Tag, através de um sinal de rádio, para enviar/trocar informações (no processo de leitura ou escrita). As antenas são fabricadas em diversos tamanhos e formatos, possuindo configurações e características distintas, cada uma para um tipo de aplicação. Quando a antena, o transceiver e o decodificador estão no mesmo invólucro recebem o nome de “leitor”.
Transceiver e Leitor
O leitor emite freqüências de rádio que são dispersas em diversos sentidos no espaço, desde alguns centímetros até alguns metros, dependendo da saída e da freqüência de rádio utilizada. O leitor opera pela emissão de um campo eletromagnético (radiofreqüência), a fonte que alimenta o Transponder, que, por sua vez, responde ao leitor com o conteúdo de sua memória. Por apresentar essa característica, o equipamento pode ler através de diversos materiais como papel, cimento, plástico, madeira, vidro, etc. Quando o Tag passa pela área de cobertura da antena, o campo magnético é detectado pelo leitor, que decodifica os dados codificados no Tag, passando-os para um computador realizar o processamento.
Transponder
Os Transponders (ou RF Tags) estão disponíveis em diversos formatos, tais como cartões, pastilhas, argolas e em materiais como plástico, vidro, epóxi, etc. Os Tags têm 2 categorias: Ativos e Passivos. Os primeiros são alimentados por uma bateria interna e permitem processos de escrita e leitura. Os Tags Passivos são do tipo só leitura (read only), usados para curtas distâncias. Nestes, as capacidades de armazenamento variam entre 64 bits e 8 kilobits.
Faixas de freqüência
Os sistemas de RFID são definidos pela faixa de freqüência que operam. Os Sistemas de Baixa Freqüência vão de 30KHz a 500KHz e servem para curta distância de leitura. Tendo um baixo custo operacional, esses sistemas são utilizados em controles de acesso, identificação e rastreabilidade de produtos, entre outras coisas.
Os Sistemas de Alta Freqüência vão de 850MHz a 950MHz e de 2,4GHz a 2,5GHz e servem para leitura em média e longa distâncias e leituras a alta velocidade.
São utilizados em veículos e para coleta automática de dados.
Aplicação da Tecnologia RFID nos negócios
Situação atual do mercado
O mercado prevê que a utilização da tecnologia RFID será ampla em curto espaço de tempo, especialmente na área de logística e retaguarda, podendo ser utilizado em carretas, paletes ou mesmo caixas de despacho de produtos. O setor de indústrias produtoras de carne também dedica especial atenção à tecnologia, utilizando-a para a identificação animal e a coleta de dados a campo, ferramentas de controle para os diferentes estágios da produção e das quantidades de estoque.
O ICAR – International Comittee for Animal Recording, que estabelece padrões e definições para a mensuração de quaisquer características relacionadas à atividade pecuária representando interesses econômicos, está atualmente fornecendo incentivos para a concentração e colaboração entre organizações internacionais, autoridades públicas e a indústria, em todas as atividades relacionadas ao registro de desempenho e avaliações de animais para a pecuária.
Esse órgão publica em seu site uma lista dos fabricantes mundiais de identificadores eletrônicos para uso animal.
Proposta do Mercado quanto ao uso da Tecnologia
O mercado observa com cautela a utilização da tecnologia. Ele sabe que existem diversos fornecedores de soluções completas em RFID e percebe que há oportunidades promissoras, desde a logística até a segurança do consumidor, mas sabe também que os ganhos serão auferidos integralmente apenas quando existirem normas globais que regulem os diferentes aspectos dos equipamentos e de seu uso. Sabe-se que muito já pode ser feito, mesmo que ainda sob forma de soluções individuais para as empresas.
A EAN BRASIL (Associação Brasileira de Automação) já constituiu o Grupo de Trabalho RFID para balizar a implantação do novo sistema no país. Ela atualmente desenvolve um plano corporativo, com a meta principal de promover o uso da ferramenta no país. Trata-se de uma entidade multissetorial, que, ao lado de suas congêneres do Japão e Reino Unido e de executivos de companhias de padrão mundial, integra o Board of
Governors da EPCglobal, joint venture entre a EAN International e a UCC (organizações que já operacionalizam o código de barras de padrão mundial, o EAN/UCC), encarregada de gerir a nova revolução do abastecimento e da logística.
O interesse pelas empresas em conhecer e utilizar o sistema é cada vez maior.
Em muitos países já existem iniciativas de testes para verificar e analisar a aplicação e seu impacto nos negócios, em especial nas grandes redes de varejo. As empresas devem aderir ao EPC gradativamente e, no Brasil, já existem grupos de trabalho para o desenvolvimento de conceitos e possíveis aplicações.
Vantagens do uso de Radiofreqüência
Como vantagens da Tecnologia RFID podemos destacar, entre outras:
- a capacidade de armazenamento, leitura e envio dos dados para etiquetas ativas;
- a detecção sem necessidade da proximidade da leitora para o reconhecimento dos dados;
- a durabilidade das etiquetas com possibilidade de reutilização;
- a redução de estoque;
- a contagem instantânea de estoque, facilitando os sistemas empresariais de inventário;
- a precisão nas informações de armazenamento e velocidade na expedição;
- a localização dos itens ainda em processos de busca;
- a melhoria no reabastecimento com eliminação de itens faltantes e aqueles com validade vencida;
- a prevenção de roubos e falsificação de mercadorias;
- a coleta de dados animais ainda no campo;
- o processamento de informações nos abatedouros;
- a otimização do processo de gestão portuária, permitindo às companhias operarem muito próximo da capacidade nominal dos portos.
Desvantagens do uso de Radiofreqüência
Como desvantagens, podemos apresentar os seguintes itens:
- O custo elevado da tecnologia RFID em relação aos sistemas de código de barras é um dos principais obstáculos para o aumento de sua aplicação comercial. Atualmente, uma etiqueta inteligente custa nos EUA cerca de 25 centavos de dólar cada, na compra de um milhão de chips. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Automação, esse custo sobe para 80 centavos até 1 dólar a unidade;
- O preço final dos produtos, pois a tecnologia não se limita ao microchip anexado ao produto apenas. Por trás da estrutura estão antenas, leitoras, ferramentas de filtragem das informações e sistemas de comunicação;
- O uso em materiais metálicos e condutivos relativos ao alcance de transmissão das antenas. Como a operação é baseada em campos magnéticos, o metal pode interferir negativamente no desempenho. Entretanto, encapsulamentos especiais podem contornar esse problema fazendo com que automóveis, vagões de trens e contêineres possam ser identificados, resguardadas as limitações com relação às distâncias de leitura. Nesse caso, o alcance das antenas depende da tecnologia e freqüência usadas, podendo variar de poucos centímetros a alguns metros (cerca de 30 metros), dependendo da existência ou não de barreiras;
- A padronização das freqüências utilizadas para que os produtos possam ser lidos por toda a indústria, de maneira uniforme;
- A invasão da privacidade dos consumidores por causa da monitoração das etiquetas coladas nos produtos. Para esses casos existem técnicas de custo alto que, quando o consumidor sai fisicamente de uma loja, a funcionalidade do RFID é automaticamente bloqueada.
Conclusão
Supõe-se que em um futuro próximo outros mercados, além do mercado de logística, perceberão grande vantagem na instalação dessa tecnologia, tais como prestadores de serviços, grandes varejistas e grandes fornecedores. Como a operação por RFID agrega eficiência, a previsão é de que no futuro todos os mercados adotarão essa tecnologia, queiram eles ou não. A agilização dos procedimentos e o incremento no processamento dos dados permitem uma melhor visibilidade dos produtos pertencentes à organização. Isso garante um diagnóstico exato, eliminando riscos de falha na previsibilidade e erros na profilaxia dos negócios, ou seja, maior lucratividade, menor perda de tempo e mais geração de renda.
Há ainda um longo caminho para ser percorrido, pois a tecnologia de Identificação por Radiofreqüência não é somente uma questão tecnológica, mas também uma questão de padronização mundial, o reconhecimento por todos os mercados comuns.
As vantagens virão com certeza, mas para isso é necessário que todos utilizem o mesmo padrão, que toda a cadeia produtiva e comercial esteja sintonizada na mesma freqüência.
Pré-sal exigirá revolução na logística da Petrobras outubro 10, 2009
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A exploração e produção de petróleo no pré-sal vão exigir uma revolução logística da Petrobras
A exploração e produção de petróleo no pré-sal vão exigir uma revolução logística da Petrobras. A começar pelo fato de que os poços a serem explorados estão localizados a até 300 quilômetros da costa, o dobro da distância dos poços da Bacia de Campos. Por isso, serão necessários investimentos pesados em infraestrutura para que a operação no mar tenha a maior autonomia possível.
É no sistema de transporte de passageiros – os trabalhadores das plataformas, principalmente – que a Petrobras prepara a grande novidade logística para o pré-sal. Atualmente, apenas na Bacia de Campos, a empresa transporta 10 mil passageiros por mês (ou 20 mil, contando ida e volta). Nas regiões Sul e Sudeste, o transporte chega a quase 60 mil passageiros por mês, em média. A ampliação e construção de novas bases aeroportuárias já estão nos planos. No entanto, para o pré-sal está sendo planejado também um ponto de interconexão em pleno mar.
Para baratear o transporte, a estratégia é a criação de unidades marítimas que servirão como estações intermediárias, informa o gerente-geral de serviços de transporte e armazenagem da estatal, Ricardo Albuquerque. Será um local onde os trabalhadores chegarão por meio de uma lancha ultrarrápida para, de lá, embarcarem em helicópteros de médio porte rumo a seu destino final. Essa estrutura flutuante, com nome técnico de “gangway”, é chamada pelos funcionários da estatal de “ilha artificial”.
“Estamos diante de circunstâncias totalmente diferentes das conhecidas”, diz Albuquerque. Como os campos são gigantes e distantes, exigem um planejamento distinto. Além do transporte dos funcionários, outra questão fundamental é a distribuição de produtos essenciais ao funcionamento dos equipamentos de perfuração e exploração de petróleo, notadamente óleo diesel e fluidos químicos.
No caso da distribuição de diesel às plataformas, a intenção é adaptar um sistema que foi criado especificamente para a Bacia de Campos. Atualmente, navios-tanque ficam ancorados em zonas próxima às plataformas, fornecendo o combustível necessário a cada unidade, explica Albuquerque.
Governo já investiu R$20 bilhões do PAC em rodovias outubro 9, 2009
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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje (8) durante o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que já foram investidos R$ 20,7 bilhões na construção de rodovias, e 4.370 quilômetros de obras estão em andamento. Sobre as ferrovias, 2.245 quilômetros estão sendo construídos e 356 quilômetros encontram-se concluídos. Ela destacou ainda que a a licitação para a construção do trem de alta velocidade deverá ocorrer no primeiro trimestre de 2010. Em referência aos portos, a ministra informou que R$ 92,6 milhões de já foram investidos em obras concluídas, e sobre as hidrovias R$ 8,3 milhões em obras concluídas já foram usados. Dilma também falou sobre obras em aeroportos. Segundo ela, R$ 220 milhões em obras já foram executados sendo que as obras de aeroportos como os de Salvador (BA), Congonhas e Santos – ambos em São Paulo – e João Pessoa (PB) já tiveram as obras concluídas.
Os desafios na armazenagem outubro 6, 2009
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À medida que saímos da década de 90 e entramos no século XXI, precisamos considerar quais tendências prevalecerão.
Cada vez estaremos estocando menos produtos, já que os métodos de resposta rápida favorecerão a produção de acordo com as necessidades.
Atualmente, você pode utilizar softwares que assumem o controle total do seu inventário e gerar ganhos de produtividade da ordem de 15%. Você também pode aumentar a acuracidade do seu inventário para atingir o padrão de 98%.
As máquinas de separação de pedidos (não as empilhadeiras selecionadoras) e as estanteiras dinâmicas para a separação sem papéis estão tornando mais rápido o trabalho de atendimento aos clientes.
A movimentação e a estocagem automática fornecem melhorias tanto na produtividade quanto na acuracidade, juntamente com os elevados giros de inventário.
O serviço ao cliente está se tornando um fator muito mais importante na entrega dos produtos no momento exato, com melhores condições e na quantidade certa.
A simples mecanização, visando o máximo aproveitamento do espaço, aumenta a densidade de estocagem.
Olhando para trás, nos últimos anos muitos previram o desaparecimento dos armazéns -muitas vezes- especialmente com a revolução do Just-in-Time (JIT), da Resposta Rápida, da Resposta Eficiente ao Cliente (ECR), da entrega direta no ponto de venda e da distribuição de fluxo contínuo. Temas comuns representados por estes programas provocaram a imaginação das pessoas – um mundo sem armazéns!! E os atacadistas, consolidadores e centros de distribuição? Aparentemente, esse mundo pode utilizar transmissão via EDI, internet, etc.
Agora de volta à realidade: tenha certeza de que os armazéns continuarão a desempenhar um importante papel na cadeia de abastecimento da logística. Podemos estar certos de que a armazenagem continuará a ser uma função dinâmica, direcionada pelas forças do mercado, visando à melhoria contínua.
A seguir, profetizamos algumas tendências no campo da armazenagem:
Foco no cliente
A maioria das empresas de sucesso, de rápido crescimento e lucro, ouviu seus clientes. Elas sabem que o cliente deseja valor, a baixo custo e alta funcionalidade.
Seu foco na qualidade vai além da produção, com embarques consistentemente completos, acurados e em tempo. Elas sabem que a armazenagem em si não agrega valor – mas tem a utilidade de oferecer o produto certo, no momento certo, e tornar tal produto disponível ao cliente.
Consolidar operações
Somente os fortes sobreviverão. Essa lei da selva prevalecerá em todas as situações, incluindo a armazenagem e a distribuição. Algumas organizações investem em si mesmas, enquanto outras consomem o lucro.
A década de 90 está se caracterizando por fusões e aquisições. Os clientes já deram conta de que é uma vantagem competitiva a redução da base de fornecedores. O resultado foi e continuará a ser um número menor de centros de distribuição.
Fluxo contínuo de materiais e informações
As práticas de manufatura desenvolvidas na década de 80 demoraram uma década para chegar à distribuição física. Os fabricantes compreenderam que, uma vez que tenham estabelecido parcerias com fornecedores, simplificaram as atividades de movimentar e armazenar.
A tendência para embarques mais freqüentes – e mais atividades de recebimento, estocagem, separação e embarques – colocará maiores demandas nos sistemas de movimentação de materiais utilizados nos armazéns. Essa tendência incluirá empilhadeiras, transportadores contínuos, contenedores, etc.
As demandas nos sistemas de estocagem serão diferentes, pois os tamanhos das cargas movimentadas e estocadas diminuirão. Ao mesmo tempo, a proliferação de unidades distintas em estoque exigirá mais locais de estocagem e, por causa da consolidação, haverá maiores centros de distribuição.
Tal como o fluxo de materiais está se tornando mais contínuo, o fluxo de informações também está mais contínuo. Sistemas de informações on line e até mesmo em tempo real estão substituindo o antigo processamento em batch.
Ênfase nos serviços customizados
Se você não fizer alguma coisa para atender aos seus clientes, alguém o fará! Você sabe disso. Portanto, aplique etiquetas personalizadas de seu cliente, entregue na embalagem personalizada, gerencie o inventário para ele, torne as mercadorias “prontas para venda” no ponto de distribuição e, até mesmo, faça a transferência de informações via EDI.
Uso da tecnologia da informação
Talvez a tecnologia mais popular na armazenagem seja o código de barras e o uso da radiofreqüência. Naturalmente, a informática é uma ferramenta, como uma empilhadeira, que, quando adequadamente aplicada, executa uma tarefa de modo eficiente e eficaz.
Sempre que um material é movimentado por qualquer meio, poderá ser registrado automaticamente. O poder do computador é aproveitado para direcionar as atividades de selecionar os recursos que fazem o melhor uso destes recursos, ao mesmo tempo que satisfaz as necessidades dos clientes.
Gestão de Estoques outubro 2, 2009
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A definição de uma política de estoques depende de definições claras para quatro questões: (1) quando pedir, (2) quanto pedir, (3) quanto manter em estoques de segurança, e (4) onde localizar. Na realidade, a decisão pela redução contínua dos níveis de estoque na cadeia de suprimentos depende de diversas atividades, como transporte, armazenagem e processamento de pedidos.
As funções dos estoques
Os estoques ajudam a maximizar o atendimento aos clientes, protegendo a empresa da incerteza. Se fosse possível prever exatamente o que os clientes querem e quando, um plano seria feito para satisfazer a demanda sem incertezas. Entretanto, a demanda e o lead time necessários para produzir um item são sempre incertos, possivelmente resultando em esvaziamentos de estoques e na insatisfação dos clientes.
Classificação dos estoques
- Estoques de Antecipação: são estoques criados, procurando antecipar uma demanda futura prevista, tal como promoções, ou prevenção de alguma greve, por exemplo.
- Estoque de Tamanho de Lote: são gerados quando o tamanho de lote é maior do que o necessário. Ele é maior por várias razões, como por exemplo: descontos em função de compras em grande quantidade, lote mínimo do fornecedor ou de fabricação, redução dos custos de transportes e custos de administração.
- Estoque de Transporte: existem em função de transportar os produtos de um lugar para outro, ou de uma fábrica para outra, ou da fábrica para o centro de distribuição ou a um cliente. Este estoque é proporcional ao tempo para efetuar o transporte e ao volume transportado.
- Estoque de Especulação: são gerados quando certos produtos variam muito de preço e os compradores têm expectativa de aumento futuro. O objetivo é antecipar a ocorrência de escassez, criar valor ao produto e a correspondente efetivação do lucro.
- Estoque de Flutuação (estoque de segurança): o estoque de flutuação, mais conhecido como o estoque de segurança, é mantido para proteger a empresa da possibilidade de variações da demanda e do lead time, ou mesmo de flutuações aleatórias.
Medidas de Gestão de Estoques
Rotatividade (giro)
A rotatividade ou giro do estoque é uma relação existente entre o consumo anual e o estoque médio do produto.
Consumo médio mensal
Rotatividade = —————————–
estoque médio
A rotatividade é expressa no inverso de unidades de tempo ou em “vezes”, isto é, “vezes por dia”, ou por mês, ou por ano. Por exemplo: o consumo anual de um item foi de 800 unidades e o estoque médio de 100 unidades. O giro seria, então:
800 unidades/ano
R = —————————– = 8 vezes/ano
100 unidades
O giro de estoque seria de 8 vezes ao ano, ou o estoque girou 8 vezes ao ano. O índice de giro pode também ser obtido de valores monetários de custo ou de venda. Para as principais classes de estoques, as taxas de rotação são obtidas da seguinte maneira:
custo das vendas ($/ano)
Produto acabado = ———————————————————-
estoque médio de produtos acabados ($)
custo dos materiais utilizados
Matéria-prima = ———————————————————-
estoque médio de matérias-primas
Taxa de Cobertura
É possível também utilizar outro índice que é bastante conveniente para a análise de estoque, ou seja, o antigiro ou taxa de cobertura. A rotatividade indica quantas vezes rodou o estoque no ano. O antigiro indica quantos meses de consumo eqüivalem ao estoque real ou ao estoque médio.
estoque médio
Antigiro = ————————–
consumo
Um item que tem estoque de 3.000 unidades é consumido a uma taxa de 2.000 unidades por mês. Quantos meses o estoque cobre a taxa de consumo?
3.000
Antigiro = ——— = 1,5 meses
2.000
O grande mérito do índice de rotatividade do estoque é que ele representa um parâmetro fácil para a comparação de estoques entre empresas do mesmo ramo de atividade e entre classes de material do estoque.
Atendimento a clientes
Em termos genéricos, o atendimento a clientes é a habilidade que uma empresa tem para satisfazer as necessidades dos clientes. No gerenciamento de estoques, o termo é utilizado para descrever a disponibilidade de itens quando solicitado pelo cliente. Algumas métricas baseiam-se na porcentagem de pedidos entregues no prazo ou em pedidos por dia que saem do estoque.
Um baixo nível de estoque tendencia a esvaziamento mais rápido, reduzindo o nível de atendimento ao cliente. Quanto maior o estoque, melhor será o atendimento aos clientes.
Indicador de Desempenho Descrição Cálculo Melhores Práticas
Pedido Perfeito ou Perfect Order Measurement: Calcula a taxa de pedidos sem erros em cada estágio do pedido do cliente. Deve considerar cada etapa na “vida” de um pedido. % Acuracidade no Registro do Pedido x % Acuracidade na Separação x % Entregas no Prazo x % Entregas sem Danos x % Pedidos Faturados Corretamente Em torno de 70%.
% de Pedidos Completos e no Prazo ou % OTIF – On Time in Full: Corresponde às entregas realizadas dentro do prazo e atendendo as quantidades e especificações do pedido.
Entregas Perfeitas / Total de Entregas: Realizadas para grupos de clientes A, o índice varia de 90 % a 95%; no geral atinge valores próximos de 75%.
% de Entregas no Prazo ou On Time Delivery Desmembramento da OTIF: mede % de entregas realizadas no prazo acordado com o cliente.
Entregas no prazo / Total de Entregas Realizadas: Variam de 95% a 98 %.
Taxa de Atendimento do Pedido ou Order Fill Rate Desmembramento da OTIF: mede % de pedidos atendidos na quantidade e especificações solicitadas pelo cliente.
Pedidos integralmente atendidos / Total de Pedidos Expedidos: 99,5 %
Tempo de Ciclo do Pedido ou Order Cycle Time: Tempo decorrido entre a realização do pedido por um cliente e a data de entrega. Alguns consideram como data final a data de disponibilização do pedido na doca de expedição.
Data da Entrega menos a Data da Realização do Pedido Menos de 24 horas para localidades mais próximas ou até um limite de 350 km.
Eficiência Operacional
Os estoques ajudam a tornar mais produtiva a operação de produção de quatro maneiras:
1. Os estoques permitem que operações com taxas de produção diferentes sejam desempenhadas separadamente e de modo mais econômico que duas ou mais operações de uma seqüência Para que diferentes taxas de resultado sejam desempenhadas com eficiência, é necessário organizar estoques entre elas.
2. Nivelamento de operação – ao nivelar a produção, a empresa pode produzir continuamente uma quantidade igual à demanda média. A vantagem dessa estratégia é que os custos envolvidos na mudança de níveis de produção são evitados.
3. Os estoques permitem que a produção mantenha operação mais longa, o que resulta em menores custos de preparação por item: Os custos de set-up são custos fixos, independentes da quantidade a ser produzida, logo as quantidades são variáveis e quanto maior for o lote produzido com única preparação, menor será o custo de preparação por item.
4. Escala – produção em escala permite lotes de compras maiores, incentivando a negociação com descontos nas quantidades, resultando na redução dos custos de pedidos por unidade.
Conclusão
A gestão de estoques é fundamental no gerenciamento da cadeia de suprimentos e requer integração com o processo logístico, a política e a estratégia adotada pela organização. Estoques funcionam como amortecedores das incertezas de mercado e a conseqüente variabilidade de demanda, porém é preciso haver um ponto de equilíbrio em seu investimento, evitando excessos ou faltas e buscando sempre maximizar o atendimento a clientes.

